O Café da Madrugada: Quando o Aroma Relembra os Mortos

Relatos sobrenaturais têm algo em comum: surgem nos momentos mais inesperados, trazendo à tona lembranças, medos e mistérios que desafiam qualquer explicação racional. Foi exatamente isso que aconteceu no último domingo (14/09/2025) com Wanderleia Silva, que compartilhou sua experiência em primeira mão na internet.


O Cheiro do Café que Não Existia

Segundo Wanderleia, a noite transcorreu normalmente até que, por volta da meia-noite, ela acordou sentindo um cheiro forte de café recém-coado. Acreditando que fosse seu filho, gritou do quarto pedindo que ele voltasse a dormir, pois não era hora de preparar café. Seu marido, acordado pelo aroma, também estranhou e comentou: “O Peto tá doido fazendo café uma hora dessa...”

O estranho é que ambos escutaram claramente o barulho da chaleira sendo colocada na pia, como se alguém tivesse terminado de preparar a bebida.

Movida pela irritação, Wanderleia levantou para chamar a atenção do filho. Mas ao chegar à sala, deparou-se com uma cena desconcertante: o garoto estava no sofá, dormindo profundamente e até roncando.

A Cozinha Iluminada e o Mistério do Aroma Persistente

Ao seguir até a cozinha, a estranheza aumentou: a luz estava acesa, mas não havia ninguém lá. A chaleira estava guardada, a garrafa de café em seu lugar e o fogão fechado, tudo perfeitamente arrumado. Apesar disso, o cheiro de café continuava forte, impregnando o ambiente de forma quase sufocante.

A Testemunha Inesperada

Na manhã seguinte, ao relatar o ocorrido à vizinha, Wanderleia descobriu que não estava sozinha na experiência. A vizinha contou ter sentido também o cheiro de café vindo da casa durante a madrugada. Mais que isso: afirmou ter visto uma silhueta na janela da cozinha, acreditando, a princípio, que fosse a própria Wanderleia. Segundo ela, a vizinha teria claramente visto a silhueta de uma mulher.

Uma Presença Familiar

O detalhe mais assustador veio no fim do relato: quem tinha o hábito de fazer café de madrugada era a mãe de Wanderleia, falecida há nove anos. Seria o aroma da bebida apenas uma alucinação coletiva? Um fenômeno inexplicável envolvendo memória olfativa? Ou a visita espiritual de uma mãe que mantinha, mesmo após a morte, o costume de preparar café nas madrugadas?

O Café como Elo Entre os Vivos e os Mortos

Na antropologia e no folclore, os cheiros são frequentemente associados a manifestações do além. Diferente de visões ou sons, o olfato carrega uma carga emocional poderosa: basta um aroma para resgatar memórias profundas. Muitos relatos de assombrações falam sobre perfumes, flores, cigarros e, neste caso, café - um símbolo de aconchego familiar.

Para alguns, esse tipo de experiência é um recado silencioso: os mortos, talvez, encontram meios sutis de mostrar que ainda estão presentes. Para outros, pode ser apenas um eco da mente, acionado por lembranças e pela saudade.

Afinal, o que você acha?

O caso de Wanderleia mistura testemunho pessoal, confirmação de uma vizinha e uma forte ligação com a memória da mãe. Para quem acredita, não restam dúvidas de que o “fantasma do café da madrugada” esteve de volta naquela noite.

Mas será que foi apenas uma coincidência de sensações, ou a prova de que os mortos ainda podem revisitar seus antigos hábitos?

E você, leitor do Brasil Assombrado, já sentiu algum cheiro sem explicação que te lembrou alguém que já se foi? Conte sua experiência nos comentários — sua história pode ser a próxima a aparecer por aqui.

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